
Sanepar fecha megaprojeto de até R$ 2 bilhões para reforçar a água do Norte do Paraná
Foi na última quarta-feira (28), dentro da sede da B3, em São Paulo, que se decidiu um dos maiores projetos de saneamento da história recente do Paraná. A Sanepar realizou o leilão para a implantação da primeira etapa do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP) — e o vencedor foi o Consórcio Águas do Paraná, com o menor Valor Mensal de Locação (VML): R$ 9.031.100,05.
O consórcio vencedor reúne as empresas Blueocean Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia, PB Construções SA e TGA Construção e Segurança Viária LTDA. A proposta representa um desconto de 3% em relação ao valor máximo previsto no edital e o contrato tem vigência de 20 anos, no modelo de locação de ativos: a empresa elabora o projeto executivo, constrói toda a infraestrutura e disponibiliza os ativos — mas a operação do sistema continua sendo feita integralmente pela Sanepar. O investimento da companhia pode chegar a R$ 2 bilhões.
Na primeira fase, o SAINP vai mudar o patamar de abastecimento de Apucarana, Arapongas e Rolândia, adicionando 1.200 litros de água tratada por segundo ao sistema (800 l/s do Rio Taquara e 400 l/s do Ribeirão Apertados). A obra é robusta: duas novas unidades de captação, cinco estações elevatórias, uma nova Estação de Tratamento de Água (ETA) no Sistema Taquara, a ampliação do reservatório Papa-Piri, em Arapongas, com 4 milhões de litros adicionais, e nada menos que 89 quilômetros de tubulações para transporte de água.
E os planos não param por aí. Uma etapa futura vai integrar também Cambé e Londrina, utilizando o Rio Tibagi como manancial estratégico. Quando totalmente concluído, o sistema integrado alcançará a produção de 5,5 mil litros de água por segundo e atenderá diretamente a 1,4 milhão de consumidores no Norte do Estado — a mesma região onde está Maringá, que segue crescendo em ritmo acelerado.
Para o diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley, trata-se de “uma das obras mais importantes do saneamento na história do Paraná”, com potencial para impulsionar ainda mais o desenvolvimento da região e garantir segurança hídrica até 2050. A mensagem é de vizinhança tranquila: “quando houver escassez hídrica em um município, o outro poderá suprir”, resumiu Bley. Para quem mora no Norte do Paraná, é a garantia de que a água da torneira continua firme no futuro — e a Vila Operária segue de olho.
Fonte: AEN – Agência de Notícias do Paraná
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